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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sem título,

Se tudo o que você é - e não é - são resquícios dum naufrágio há muito semiesquecido, o que fazer?Pensar, de cócoras, sobre a mais alta montanha do vale imaginário, não exime o códon diluído de todo o universo da dúvida contraditória. A sua experiência de vida, de mar, indissociável dos rios do planalto não é da interpretação semelhante a das fábulas.

Se uma gota contém um universo e este, também aquele (o corpo amorfo de cócoras)?O corpo pensa sobre o que é, de onde veio biológica e psicologicamente. De súbito, ele vê. Não com os olhos
duplos, porque é uma intuição longínqua, intuída como quem sente na pele a mudança das estações. Mais do que qualquer águia, ele é um morcego cujos olhos físicos nada enxergam, mas todo o resto...vê o futuro e sente o que, no fundo, é.





quinta-feira, 4 de junho de 2009

Escreva sobre o Amor...


Foto: Filme Transylvania.

Sobre o amor?

Sexta feira, terceiro ano, última aula: redação; e a professora disse isso. Ninguém respirou. Ela fez brincadeiras para descontrair, mas ninguém se mexia. Então ela fez a introdução. É claro que eu não fiz na hora. Esperei bater o sinal, afinal, era a última aula de sexta feira, quase sete da noite.

Toda terça eu ia ao plantão de redação com a Andressa. Até terça feira eu ainda nada havia escrito. Eram 15min de ônibus até o colégio, texto de 20 linhas pra fazer, descontando as 5 que a Ana Paula ditou...o que eu fiz?!

Sei que um relacionamento hoje pode ter inúmeras características: pode ser apaixonante, corriqueiro, duradouro, aquele só de troca de olhares, envolvente, enfim... pode até ser “goiabada com queijo”. É... aquele bem típico: os opostos se atraem.

Mas, para mim, o que não pode faltar em um relacionamento é o sentimento, sem o qual torna a cumplicidade uma espécie de anulação de uma das partes; amor é coesão e, quando real, não se resume aos meros açúcares ou paixões postiças e sem cabimento que observo com freqüência. É como se o apresso não passasse de uma obrigação implícita, uma máscara que apenas está ali.

Para descontrair – e, na verdade me eximir das minhas verdades absurdas, mas visíveis a quem desejar ver - Digo-lhe que não espero muito do amor, pois o charme está na espontaneidade,na gentileza, na aceitação cúmplice e, por vezes, crucificadora.

Doses freqüentes e homeopáticas de acetinação e sutileza. Isso é um relacionamento, nem sintético nem macrobiótico, essa é uma forma de amor.

Saudades (sem saudosismo) do terceiro ano do ensino médio. Ano que conheci pessoas importantes, ano que agreguei muito conhecimento em todos os âmbitos possíveis da vida. Aprendi muito sobre as pessoas. E sigo aprendendo.

[Originalmente publicado em LÓGICAS EMOCIONAIS em 22/02/08.]

domingo, 31 de agosto de 2008

Fugir ou Lutar (parte II)

Ela sentia profunda dor e dormência, parecia que, dos males, os braços dele eram o que amenizaria. Não esperava nada dele a não ser o seu silêncio consentido (graças a deus!), seu peito jovial para repousar, uma proteção, uma bonança imparcial. Sim, ela estava na fossa e só pensava no quanto tudo era uma grande merda. Bosta!Basta! Talvez o sexo resolva, mesmo que haja quem deseja espatifar o prazer. Quiçá alguém que, por puro sadismo, tenta apunhalá-la nas setenta e duas horas que são somente e apenas suas. Que talvez ela divida com ele, talvez não. É fato, ela queimou a corrida e terá que regressar ao inicio. De novo. Não mais. Alguns metros, agora sem barreiras. Ela está deitada no peito dele. Ela que é o seu avesso, de diferente compasso, complexo e apresso. É absurda e engraçada a diferença entre eles. E ao mesmo tempo a cumplicidade completa, complexa e cordial como tudo que e atribuído a eles que se amam mortalmente apesar de não serem apaixonados, no seu silêncio obstinado. Basta serem amantes. Basta a paixão silenciosa. Basta o amor de corpos, o cruzamento momentâneo de almas. Cada um em sua própria Etirge particular. Cada um sentenciado por seu próprio Hades. Conseqüência? Nenhuma. Pecado? Não que ela perceba e aceite dessa forma. Não mais detalhes, não mais idéias.Encerro aqui as explicações.



Para a Clá ;)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Pesadelos de Dona Insana

"TODA DRAMA É CONFLITO.SEM CONFLITO NÃO HÁ PERSONAGEM; SEM PERSONAGEM, NÃO HÁ AÇÃO; SEM AÇÃO, NÃO HÁ HISTÓRIA; E SEM HISTÓRIA, NÃO HÁ ROTEIRO"

(MANUAL DO ROTEIRO - SYD FIELD)

Dona Insana tem corte de cabelo modernoso, espécie de hard-farofa-anos-80. É menina enorme que me remete a delírios e devaneios filosóficos inimagináveis, devido à sua inteligência grandiosa.

Ela não pode com glicose - sua felicidade chega a ponto de fazer ruidos agudos de forma súbita, além de cantar aquelas músicas bregas de 'Titanic' ou 'O Guarda costas' ou bizarrices que merecem danças ainda mais bizarras.

Essa criatura deseja içar altos horizontes, e, tenho plena confiança de que é capaz e conseguirá tudo que deseja, afinal, caráter e virtude são para poucos.

Dona insana tem a aparência feliz e, Deus queira, que tamanha felicidade não seja a máscara do contrário.

Ela não gosta do novo apelido, por isso, chamamos Dona insana de Rafa, simplesmente.

:P

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Bons tempos: velha nostalgia

Houve o tempo em que eu e Tia Ciça fazíamos salgadinhos com recheio de azeitona e levávamos às festas. Tempo de supernintendo e de estudar, obrigatoriamente, uma hora por dia antes de brincar. Camisa do uniforme por dentro da bermuda, meias impecavelmente brancas com um fino detalhe vermelho ou azul (as cores do colégio), enfim, tempo de ser uma 'nerdzinha' que frequentava a escola pra conversar e brincar, a monitora desde a primeira série, chamada 'sabe-tudo'. Esse foi o mesmo tempo da coleção de barbies, das violentas brincadeiras de 'faz-de-conta' com os primos. A varanda verde e fresca da casa da Tati, a aversão ao banho, a solidão inexplicável, o medo inigualável e a bruta insônia inseparável.

Época feliz permeada de infelicidades (insônia e medo) - ou tormentos?! - é verdade, mas nada como fingir que está dormindo para ser levada pra cama nos braços do irmão mais velho (chamado assim mesmo, "Irmão maior"; o tempo passando devagar, o entendimento das coisas, lento, ingênuo. Um som tocando Legião Urbana sob a janela do meu quarto competindo com o toca-fitas que tocava Xuxa ou cantigas de roda. A descoberta do amor, da saudade, da real importância e total significância da amizade. A gênese das virtudes, da convicção extrema, que, no seu 'infinito particular' é boba e besta.

Convém dizer o quanto está frio (não tanto) e o quanto o meu corpo deseja permanecer inerte?Pior que lá fora o sol parece brutal...as pessoas são orgânicas? Mesmo trantando-se de imbessis que destroem, com sua lorota, meus doces devaneios dos bons tempos da tenra infância?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Mudanças: Dias de IneiCOC

Carol, Gabi e Rafa

Até os 17 a ânsia de deixar o cabelo crescer; aos 18 e meio veio a libertação. De quem, de quê? Na verdade, cabelo comprido é mais fácil de chacoalhar ouvindo heavy metal...mas, por outro lado, foda-se. 'Tosei' o cabelo e retoquei o vermelho. Sim, um verdadeiro Bozo, se é que me entende.

Pelo que notei, por aqui(DF) as pessoas são educadas, hospitaleiras, mas, ao que me parece, ninguém é realmente daqui. Impressões, são impressões, deslumbradas ou não, mas o diferente atrai com um certo 'quê' de magia, talvez fascinio, talvez não.O que devo dizer?

A vida é uma infinidade de etapas e essa é mais um dos obstáculos além do abismo, que, pra mim que sou míope, é abstrato,deveras embaçado.Melhor assim. O caos me trouxe, logo eu que o considero elemento integrante fundamental de tudo no universo ou fora dele.

Garanto que, a tantos anos convivendo em meio à artificialidade, vejo a minha existência de fora como algo compacto e gélido. As virtudes, a educação e o caráter permanecem ocultos na maioria das vezes devido às constantes convivências grosseiras e aos incidentes desagradáveis. Claro que não estou diferente, apenas deixei que aflorasse, por esses dias no "quadrado", aquele ' eu ' adormecido - na verdade ofuscado- pela falta de gentileza cotidiana.Isso não se trata de pessoas ou família, essa grosseria terrível permeia o ar. Acabamos por nos adaptar ao contento mínimo acerca da artificialidade, da estupidez, da indiferença, deglutinando (ao menos tentando) o sumo ralo do que estão dispostos a nos conceder. Como é tudo implícito, ser sensível é mais ou menos como "é tudo tão simples e complicamos".

Bobagem. É uma nova fase. Os mesmos olhos míopes, porém, enxergando de forma diferente, como que por trás de 'lentes de maior eficiência'. Perder-se, xingar, sofrer, depreciar-se é tudo corriqueiro. TODOS sentem isso, até mesmo em similar intensidade. Uma hora todos se darão conta de que, com todas as diferenças e regionalismos, somos a mesma carne, a mesma alma incerta e ascendente, em qualquer lugar. Aprendizados - temporários ou não - marcam. Mentalmente, bati no peito e afirmei que desejo ficar (convicção estranha). Pensei em eximir-me do fardo, mas não: depende de mim a competência de permanecer. Uma certa quantia de sorte, é verdade, porém, mas do que nunca, devemos assimilar as novas conquistas e mesclá-las às conquistas passadas.


terça-feira, 10 de junho de 2008

Contato

Ele veio, tímido, apenas com o intuito de vê-la. Logo ela, com seus cabelos pintados de vermelho, desgrenhados e sua voz impúbere destoando do tipo de discurso (sempre muito acalorado, independente da temática.

Ele está de óculos; ela também, e, juntos, parecem duas peças bobas, paradas em pé, na calçada. Falam sobre tudo, menos deles mesmos - suas dores são única e infinitamente suas, embora tais sensações sejam dissipadas no exato momento em que cruzam os olhares.

Ela sorriu e ele retribuiu (talvez o contrário) e mantiveram diálogos desajeitados apenas para manter o contato, sim, o contato.

Ela, hábil com as palavras, se perde quando ele está perto e, quando ele se vai, não entende o porquê de ter sido, pelo ínfimo tempo, outra garota. Outra que nem mesmo ela conhecia. "que garota é essa?"

Ele mostra músicas que fazem-os discutir, uma discussão sem razão ou qualquer necessidade senão a de manter contato. Com ela, os olhos dele são outros e, à medida que ela lhe parece outra, a linha tênue que os liga parece mais difícil de romper, além de mais próxima que da vez anterior.

A mãe dele liga, eles conversam e ela liga novamente. Tal inquietação torna-se um gancho para que os jovens falassem de frivolidades amenas (nossa, não existe mais aquele silêncio constrangedor!). Então isso quer dizer que poderiam ir tecendo conversas eternamente?

Eles não gostam das mesmas coisas, não vão aos mesmos lugares, e os amigos em comum praticamente inexistem.Há como se gostarem? - foi o que ele pensou por um instante.Queria que ela falasse e ele sentia que estava próximo o momento, mas ela lhe parecia estranha, distante até.Ele a considera impulsiva demais, até chegou a acreditar que ela faria o demodê telefone com fio ou que o chamaria para sair tacando pedras na varanda. Acredita em cada palavra e pensa em como contê-la. Ela se delicia em pensar nas possibilidades...

Ele tem que ir (ela também tinha compromisso e não entendo a razão de estar parada ali), e, dessa vez, e quem abraça gentilmente e beija a garota no rosto, aproveitando o breve e doce momento de contato.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Indagações

Às vezes você indaga o porquê de recaírem sobre você aqueles olhos estranhamente 'pesarosos'. Pensa primeiro que é pretensão sua imaginar - reflete sobre tudo - que alguém o inveja - palavra pesada, mesmo porque é inacreditável - ou mesmo 'lança um olhar' malévolo para 'descontrair'.

É louco pensar em coisas que 'independem' de si mesmo, sobretudo ao que tange as sensações alheias...

Todo esse falatório serve para ilustrar a situação que uma amiga descreveu e pediu que eu 'dissertasse sobre o tema'. É claro que fiz aquele típico discurso acalorado (deixando a pessoa de exatas naquele silêncio constrangedor) até que ela disse: "por que não escreve algo sobre isso?", eu sorri e respondi que sim, para postar no meu blog!

Talvez ela pense que sua forma tímida é 'desajeitada', os tropeços, o riso sem jeito e a escolha do que falar são características indignas da cobiça, mas não, o ser humano é capaz de invejar os reveses alheios, quanto mais a sua graça; mulher, bem sucedida, normal e feliz;Logo, concluo que o chefe que persegue e 'colegas' de trabalho que perturbam e armam cerco, mostram, por A+B, que despendam olhares maldosos de vigilância, orando para ver o seu erro e fuder com a sua vida. Resta dúvida?

A ideia é munir a sua mente te uma armadura medieval. O resto, sempre permanecerá bem! Avante!


Para Raquel

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Existem aqueles dias que conseguem ser terríveis desde o café da manhã. Nesses dias o que há de mais perverso acontece repetidas vezes. Existem dias em que predomina o 'não'.Mas quando tudo parece estar perdido, quando você acredita que o fracasso está iminente...
saiba que depois do desespero tem sempre que vir a bonança.Sendo reais ou não, as crenças, o pensamento positivo, a lei ne Murphy ou o que for, tem que vir a bonança.



Às portas da maioridade

"Maus, para a esquerda!" mandará um dia o Juiz,

"E vós, Cordeirinhos, ficareis aqui à direita!"

Muito bem! Mas há uma coisa a esperar ainda dele; então dirá:

"A vós, Sensatos, quero-vos mesmo em frente!"

Epigrama - Johann von Göethe (Veneza, 1790)

Olá!Seja bem vindo ao mundo real. Nele as coisas não são como sempre foram. Você está na área que delimita um fim, uma morte. Calma, aqui quem morre é uma parte de você, um aspecto que deve abandonar para que possa prosseguir. Venha comigo que mostrarei o caminho. Onde mesmo eu estava?Ah sim, lembrei. O mundo real é aquele que costumam chamar de cão. Talvez seja, mas não é impossível que não seja. Confesso a você que jamais entendi o real significado da expressão “mundo cão”.

Gostaria de falar um pouco mais sobre a sua nova vida, pode ser?Hum, que bom. Aqui as coisas não são fáceis, como bem disse antes. Você está sozinha, tem que correr em busca dos seus objetivos e, caso não tenha, traçá-los por si mesma. Aqui você não passa de um número e, sinto dizer, você pode ser reconhecida por dois caminhos: dinheiro ou currículo. Ninguém hesitará em fechar as portas pra você. Não pense que é especial ou que será beneficiada porque alguém que conhece seu esforço e talento e confia na sua capacidade fará algo para ajudar.

A idéia é que siga o seu instinto, como os demais animais. Ah, não esqueça que é um animal como qualquer outro nessa selva de pedra e que faz parte da massa. Tudo irá conspirar para que nasça e morra sendo mais uma indigente em meio à massa sem voz e desqualificada que vira exército de reserva (mão de obra barata) submetida a trabalhos exaustivos, recebendo salários irrisórios e vivendo uma merda de vida. E quem está na merda está porque cavou ou sucumbiu e, não estando contente, puxa quem está na borda. Lembre-se disso sempre. Faça a diferença, lute pela sua felicidade e realizações. Quando estiver insuportável, chore. Quando não tiver jeito, chore. Quando estiver sem forças, mentalize a armadura e empunhe a espada. Você está numa guerra. Faça tudo o que for impossível para sobreviver... Mas pense, não dê espaço para o Desespero se alojar. Aprenda apenas a arquitetar e a manter-se firme, sempre sempre, nesse mundo injusto. Aliás,não injusto, real, impessoal e individualista.Injustiça é pra fracassados.Acredito que não seja o seu caso. Bem, agora vá e desbrave o mundo por si mesma. Você cresceu e ninguém mais fará nada por você. Nunca, ouviu? Nada de fraquezas, nada de material colorido ou de livros encapados. Nada de tudo que fazia parte da sua realidade ilusória, tanto quanto as Barbies aposentadas em alguma parte do seu quarto ou da sua mente. E isso é só.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

REACH TO MY EYES NEW HORIZONS

Contei pra minha mãe o objetivo. Ela ficou histérica e começou com aquelas de sempre (sou imatura, não sei lidar com as coisas, não tenho estrutura, não sei ter as coisas). Achei linda a falta de estímulo, né?Na verdade isso me deu um gás a mais, e a certeza de que estou fazendo a coisa certa.

Go!

(Scrap escrito por mim em 03/02/2008)


A experiência de ser Ronin trouxe a mim outros parâmetros. Por exemplo: possivelmente não seja esse o meu lugar. Medo, aprisionamento, falta de estímulo, armaduras invisíveis e dependência são realidades presentes que se fizeram ver logo agora. Força maior que o esperado para levantar após a ‘suposta’ queda e continuar a jornada.

Transpondo o fato à teoria matemática de conjuntos, o meu desejo seria o grupo grande dentro do universo ínfimo: o 2/3 dentro do 1/20.

Motivos pra ficar? Qual se em casa é o ‘a vosso reino nada’?Se esse estado não oferece um limite cabível (a não ser a quem é acomodado e vê como limitante a esquina da própria rua e cultura como TV etc etc). Mas, é claro, certamente existem pessoas muito importantes nessa província.

Tudo parece convergir para os meus devaneios a esse temível, surreal e fascinante dilema. Não é momento de choro, mágoas ou lamúrias. Nem para o sentimento mais vil - a inveja. Não no meu caso que tenho sempre um plano B que me motiva – traçar um plano de metas é o que me dá combustível para seguir e enfrentar quaisquer circunstâncias.

O fato é que almejo algo além da saia da minha mãe, sem ninguém pra tapar meu ouvido quando está ventando. Almejo um futuro próspero em amplo sentido, em que tudo seja oriundo do meu esforço próprio, meu mérito. Virtudes, conhecimento e vivencias (experiências) – mesmo sabendo que nem tudo é rosa... mas rosas têm espinhos, não é verdade?

A minha primavera se aproxima, Proserpina. E como será?

O futuro possui ramificações, que, em “Alias – intimidade #2” (Marvel Max) a Madame Teia explica assim para a
ex-heroína Jéssica Jones: ‘cada decisão que você toma na vida cria um novo conjunto de tangentes no tempo e no espaço’. Isso me fez refletir bastante sobre destino. E me fez pensar em probabilidades, afinal, no mundo adulto é você quem deve bifurcar o próprio caminho, ou seja, fazer a coisa por si mesma. O que vejo?Dois caminhos básicos para vencer esse obstáculo: O comodismo e a coragem. Para encarar o novo, que é uma sala escura – a aterradora falta de experiência – só mediante ao tato. A minha escolha? O incerto, o ‘impossível’. Concepções possivelmente imaturas e arrogantes as quais tenho o direito de ter devido a idade.
É possível mesmo que eu não saiba nada, mas estou aqui pra desbravar, afinal, “ta no inferno abraça o capeta” (ou, de cara, senta no colo?).

PS: Sobretudo eu, que não sou do tipo que é movida a incentivos e expectativas alheios. Existe o meu ser o os próprios objetivos, concepções e prioridades. Se estiver sendo arrogante... Ótimo!

Para o meu pai
Que me ensina ‘o que não se deve fazer’.
Para a minha mãe
Cujo ‘incentivo’ libera em mim, admirável força.

More:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=43697524


>>>Só pra constar o estado de espírito<<<


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Bom, esse texto eu separei para postar hoje independente do resultado do vestibular. Faz parte de um momento difícil, mas consegue ser humorado.Fala sobre adaptação, temor e utopias. Se não voltasse para o Darwin, sentiria saudades eternas, como se faltasse algo.Mas não, voltarei com a cabeça erguida, pronta para aquela bela 'não-vida'.Hoje percebi que amo tudo aquilo, que o valor é maior que posso expressar, ao menos, agora.


Sinusite em guerra

É um dilema. Todas as matérias às quais você odeia e sempre odiou e odiará (depois que tudo passar) resolvem voltar-se contra você. Ainda mais, porque temos um individuo para dissecar cada porção maldita; é como se além de obrigada a tomar vitamina de abacate, tivesse que sorver em pequenos e minuciosos goles. Flashes daquela infância me atacam, mas, dessa vez, mesmo que não seja voluntário, “não, você não pode vomitar”. De volta à aula.

Merda. Uma música, aliás, uma passagem pseudo-lírica do After Forever não pára de soar em minha mente – uma sala vazia e refrigerada.

Cuidado para não se dispersar; a garganta dolorida me puxa. A fome dança ao meu redor em meio à sonoridade grave, vibrante e latente gerada no interior do meu abdome.

Pode parecer retrógrado, mas, “tipos” me fascinam. Arquétipos de toda a sorte. Eu sempre caio nesse abismo abissal, e é isso que observo agora.

Meninas, aprendizes de socialites, com suas estratosféricas argolas penduradas nas orelhas; elas não mais sorriem como antes, parecem ter descoberto um mundo habitado apenas por seu material colorido e ‘feminino’. Dentre elas, muitas de saias representando um cristo. Uma conhecida desconhecida e uma que remete a uma figura “forrozística”, a dançarina que canta importada diretamente do Pará... mas se trata de um cover.

Ora, ora, ao menos o inferno deixou de ser o banheiro azul, para se abrir um mundo novo.

Vem então aquele devaneio... a mesma sensação que se tem ao final de um século: a de que o mundo vai acabar. E vai mesmo, se Deus quiser! Passar no vestibular é dissolver esse triênio, unanimemente infernal. Mas é um dilema... uma antítese com sabor de morango, sabor de “velhos” tempos... um querer e não querer...mas eu quero muito, tanto como todos, aqui, aliás. Como uma criança de olhos grandes, almejando o novo mundo, seja qual e onde for... Até descobrir que o Caos é natural, que lugares novos não passam de novos cenários do mesmo ato; o inferno em terra, quero dizer. Loucura. Olho para o lado.

Todos mantêm os olhos fixos para alguém que discursa. Eu deveria imitá-los. Estou atada a esse assento, ora, ora. E fervo. Tenho febre.

Os meninos são seres largados, nerds de óculos ou vagabundos. Eles se diferem pelo cabelo, que, fazem questão, afirmar. Cabeludo. Moicano. Vaca lambida. Barbas ralas, crianças imberbes e troncudas. Nenhum Adônis ou Nosferatu. Tudo é palatavelmente mediano.

É estranho estar anonimamente em traje azul simbólico, em um “R” ou “L” qualquer, como qualquer um do exército que me cerca. A guerra está longe como estou agora do sol. Agora não é isso que me preocupa, aliás, nada realmente me preocupa senão a trivialidade do percurso do ponteiro menor. O silêncio ensurdece um dos meus ouvidos, ou, talvez sejam as risadas que ecoam e não compartilho, e a garganta se torna, cada vez mais, um vulcão em erupção intensa.

A máquina urrou – eu conto os passos para o fim próximo – e ele vem escaldante e violento, como o vulcão em meu interior. E eu vou.

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Originalmente escrito no colégio, 3°ano vespertino em 12/03/2007, pouco antes do ‘recreio’ (intervalo ¬¬) às 16h00min.